Infelizmente, tudo parecia um caos. Sempre que perdíamos uma partida…

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Pierre-Emerick Aubameyang, reforço surpresa do Desportivo da Corunha no presente mercado de transferências de verão, concedeu, ao início da manhã desta sexta-feira, uma extensa entrevista ao jornal desportivo francês L’Équipe, na qual, entre outros temas, falou sobre a última época ao serviço do Marseille.

O avançado gabonês, que na última época cumpriu uma segunda passagem pelo clube do sul de França, contou que viveu momentos muitos difíceis com a camisola dos marselheses, depois de um 2025/26 que ficou marcado por várias polémicas.

O presidente Pablo Longoria deixou o cargo, Mehdi Benatia também se despediu das funções de diretor desportivo e até o treinador foi trocado. O italiano Roberto De Zerbi, agora no Tottenham, começou a época, que terminou com Habib Beye nos comandos.

“O clube decidiu que eu tinha de sair. E eu não ia contrariar os seus desejos. Não sou do tipo que gosta de causar problemas nem de ser um fardo. Acho que o clube já tem problemas suficientes, sobretudo pelo facto de não nos termos qualificado para a Liga dos Campeões esta época. Gostaria de ter ficado, porque tenho muito carinho por este clube. Mas, enfim, a situação fez com que isso não fosse possível. Foi uma época muito, muito difícil. Muito desgastante. O contexto era bastante invulgar, com todas as mudanças que ocorreram no clube. Não era um ambiente saudável nem estável”, começou por dizer Pierre-Emerick Aubameyang, que fez 14 golos e 9 assistências em 41 jogos em 2025/26.

“Parecia tudo um caos. Assim que perdíamos um jogo, parecia o fim do mundo, e nunca víamos nada de positivo nisso. É uma pena termos desanimado tanto, quando sabíamos que ainda podíamos competir no campeonato e na Taça de França. Sempre dei o meu melhor e nunca desiludi o clube. E se olhares para as minhas estatísticas e as comparares com as de outros na época passada, embora tivesse gostado de ter feito melhor, continua a ser uma época respeitável. Mas estou desiludido com a forma como terminou”, vincou.

De regresso a Espanha, onde vestiu as cores do Barcelona durante cerca de época e meia, o avançado africano, de 37 anos de idade, explicou ainda as razões que o levaram a aceitar o convite do Deportivo da Corunha, que este verão carimbou o regresso ao escalão máximo do futebol em Espanha, após uma longa ausência.

“É um clube histórico. É uma nova experiência e um desafio muito emocionante para mim. O clube quer fazer tudo o que estiver ao seu alcance para regressar ao topo. Lembro-me do ‘Super Depor’ quando ganhou a liga e disputou a Liga dos Campeões. Todos adoram o Deportivo por causa dessa época gloriosa. Quero viver e fazer parte dessa história. Deixar a minha marca, tal como fez aquela geração de lendas. Vai levar tempo, isso é certo, temos de avançar passo a passo, mas quero contribuir com toda a minha experiência e ajuda, dentro e fora do campo. Recebi outras propostas, mas ainda quero enfrentar novos desafios. E este, levar o clube de volta ao topo, é um desafio verdadeiramente especial. Mesmo que o nosso principal objetivo nesta época seja evitar a despromoção”, finalizou.

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