Autor de uma recuperação, no mínimo, improvável, na passada temporada desportiva de 2025/26, que terminou com o regresso do Manchester United à Liga dos Campeões, Michael Carrick vê-se, agora, cada vez mais questionado, depois de ter somado dois empates, duas derrotas e um empate ao cabo das cinco primeiras partidas disputadas desde o arranque de 2026/27.
O mais recente ‘amargo de boca’ teve lugar no passado fim de semana, com o desaire sofrido diante o eterno rival, o Manchester City, em pleno Old Trafford, por 0-1, fruto de um golo do inevitável Erling Haaland, que ‘atirou’ com os red devils para a 13.ª posição da Premier League, com apenas quatro pontos conquistados em quatro possíveis, tantos quanto o Sunderland.
A instabilidade atingiu tamanha dimensão que, em declarações prestadas, esta terça-feira, na rádio britânica talkSPORT, Jason Cundy, antigo jogador que se destacou ao serviço de clubes como Chelsea ou Tottenham, previu que, dentro em breve, o compatriota venha a conhecer um destino semelhante… ao do antecessor, o português Ruben Amorim, que, agora, orienta o AC Milan.
“O Manchester United é uma piada. Carrick vai ser despedido antes do Natal (…). Não foi apenas um jogo, a história está a repetir-se. Respondam-me a isto… O motivo pelo qual Carrick recebeu este emprego foi porque tinham apenas um jogo por semana. Eles jogaram contra o Sabah, a meio da semana. Passados quatro dias, contra um Manchester City reduzido a dez homens, e não conseguiram fazer uma jogada”, começou por afirmar.
“O problema que Carrick vai encontrar é que, agora, tem dois jogos por semana. Eu disse que Carrick ia receber este emprego por padrão, o mais certo era dar-lhe o trabalho, mas, agora, o Manchester United e os seus adeptos colocaram-se numa posição na qual ele mereceu o direito a ficar com o emprego. Eu disse que ele não deveria ter ficado com ele, eu disse que ele não deveria ter ficado com o emprego”, prosseguiu.
“Eles jogaram contra o Sabah, a meio da semana. Foi o primeiro jogo deles depois da Liga dos Campeões, penso que foi a primeira vez que ele teve de fazer dois jogos numa semana, e foi derrotado por dez jogadores”, completou, referindo-se ao cartão vermelho exibido a Phil Foden, logo à passagem dos 23 minutos de jogo.
“Michael Carrick não vai ser despedido”
Jamie O’Hara, ex-jogador do Tottenham, por seu lado, discordou veementemente do companheiro de painel a propósito desta autêntica ‘rajada’ contra Michael Carrick e o Manchester United: “Não podes dizer isso. Carrick não vai ser despedido. Não podes dizer que ele vai ser despedido, depois de um jogo”.
“Não, não, não, eu não concordo, eu penso que isso não faz sentido nenhum. Não podes culpar Michael Carrick por uma exibição chocante por parte dos jogadores. Carrick é que manda, eu percebo o que estás a dizer, mas os jogadores é que estiveram lá, 11 contra dez. Estamos a falar de Harry Maguire, Bruno Fernandes, [Bryan] Mbeumo, [Matheus] Cunha… Estás a dizer-me que não conseguem derrotar um Manchester City reduzido a dez homens”, atirou.
“Eu percebo que o Manchester City foi enorme. Eu percebo isso, mas não podes culpar Carrick pelo facto de 11 jogadores do Manchester United em campo não conseguirem derrotar um Manchester City em inferioridade numérica”, concluiu.