Kylian Mbappé concedeu uma extensa entrevista ao jornal espanhol As, que só será publicada na íntegra às 20h00 (hora de Portugal Continental) desta quinta-feira. Ainda assim, num dos primeiros trechos divulgados, o internacional francês não se coíbe de ‘reclamar’, uma vez mais, a Bola de Ouro.
“A minha opinião é que este é um bom ano para vencer. O meu melhor advogado são os meus pés, por muito que eu fale. Para mim, o mais importante é que a Bola de Ouro volte ao Real Madrid. Deve voltar ao Santiago Bernabéu, aos madridistas. Que volte, para dar ambição a todas estas pessoas. Estas pessoas merecem mais do que todo o mundo”, atirou.
Ainda assim, o avançado do plantel às ordens do treinador português José Mourinho reconheceu qualidades a Lamine Yamal, que se apresenta como um dos seus maiores adversários na corrida pelo troféu de melhor jogador do mundo, depois de se ter sagrado campeão nacional pelo Barcelona, e campeão mundial por Espanha.
“Eu penso que é um jogador de grande talento, e tenho a sensação de que vai ter uma grande carreira. Eu desejo-lhe o melhor”, referiu. O vencedor da edição de 2026 da Bola de Ouro, recorde-se, será divulgado a 26 de outubro, numa gala que terá lugar no London Palladium, em Inglaterra, mas os jornalistas têm apenas até 28 de setembro para votarem.
A prestigiada revista France Football, apresentou, no passado mês de agosto, a lista completa de 30 candidatos à conquista deste galardão individual, sendo que o destaque vai para a inclusão de quatro portugueses, mais concretamente, Bruno Fernandes (do Manchester United), Nuno Mendes, João Neves e Vitinha (do Paris Saint-Germain).
Na corrida estão, ainda, Jude Bellingham (Real Madrid e Inglaterra), Pau Cubarsí (Barcelona e Espanha), Marc Cucurella (Real Madrid e Espanha), Ousmane Dembélé (PSG e França), Luis Díaz (Bayern Munique e Colômbia), Erling Haaland (Manchester City e Noruega), Gabriel Magalhães (Arsenal e Brasil), Harry Kane (Bayern Munique e Inglaterra), Achraf Hakimi (PSG e Marrocos), Lamine Yamal (Barcelona e Espanha), Khvicha Kvaratskhelia (PSG e Geórgia), Marquinhos (PSG e Brasil), Sadio Mané (Al Nassr e Senegal), Lautaro Martínez (Internazionale e Argentina), Kylian Mbappé (Real Madrid e França), Lionel Messi (Inter Miami e Argentina), Michael Olise (Bayern Munique e França), Willian Pacho (PSG e Equador), Julián Quiñones (Al-Qadsiah e México), Declan Rice (Arsenal e Inglaterra), Rodri Hernández (Barcelona e Espanha), Fabián Ruiz (PSG e Espanha), Ferran Torres (PSG e Espanha), William Saliba (Arsenal e França), Dayot Upamecano (Bayern Munique e França) e Vinícius Júnior (Real Madrid e Brasil).
“Tenho toda a solidariedade por Ceuta, mas…”
Nesta mesma entrevista, Kylian Mbappé esclareceu o motivo pelo qual boicotou a ação de apoio a Ceuta, na passada terça-feira, antes da vitória alcançada peloo Real Madrid, na deslocação ao Estadio Manuel Martínez Valero, sobre o Elche, por 2-3: “Quero explicá-lo bem, para que as pessoas o entendam. Foi uma decisão dos clubes incluir a camisola, vestir a camisola”.
“Nós, os jogadores, também tínhamos de vesti-la. A primeira coisa que quero dizer é que eu tenho toda a solidariedade por Ceuta e por todas as vítimas, porque, antes de ser jogador, sou humano, mas também queria ter um gesto e um pensamento para com todos os imigrantes que perderam a vida e que também estão em condições duras”, afirmou.
“Era uma posição que não era fácil, que era difícil, porque, no final, as pessoas podem pensar que eu estou contra o povo de Ceuta, mas não, absolutamente não. Não tenho nada contra eles, e eu apoio-os a 100% com o meu pensamento, mas queria ter também um pensamento para com toda as pessoas que sofrem, porque, no final, sou humano, e não quer colocar prioridades no sofrimento”, prosseguiu.
“Há pessoas que sofrem, e dá-me muita pena ver isso, no mundo. Sou um rapaz que quer o melhor para o mundo que temos. Pretendo enviar uma mensagem de otimismo e de paz, e espero que isto se solucione rapidamente”, concluiu.