Miguel Ángel Portugal, antigo jogador, treinador e dirigente do Real Madrid, concedeu uma extensa entrevista à edição desta sexta-feira do jornal espanhol As, na qual revelou que teve em mãos a oportunidade de ‘roubar’… Lionel Messi ao Barcelona, em 2001, quando este tinha apenas 14 anos de idade.
“Houve um momento no qual foi possível meter-lhe a mão. Nos inícios dos anos 2000, ainda não tinha contrato profissional com o Barcelona, nunca mais renovava e uma pessoa chegada a ele ofereceu-o ao Real Madrid. Não sei se era verdade ou mentir, mas chegou a informação ao clube de que era possível ir atrás dele”, afirmou.
“Ele esteve lá, Não se quis romper relações com o Barcelona, mas a verdade é que houve uma aproximação, ainda que, por respeito, penso que não se teria concretizado”, acrescentou, a propósito de um episódio que terá ocorrido pouco tempo depois de o internacional argentino ter chegado a Camp Nou, proveniente do Newell’s Old Boys.
A verdade é que La Pulga viria mesmo a renovar com o emblema blaugrana, ao qual se manteria ligado até junho de 2021, quando terminou contrato e seguiu viagem rumo a França, para se juntar ao Paris Saint-Germain, numa experiência que, no entanto, acabaria por não correr como ambas as partes pretendiam.
Durante esse período de 20 anos, somou 672 golos e 269 assistências ao cabo de 778 jogos oficiais, contribuindo de sobremaneira para a conquista de quatro Ligas dos Campeões, três Supertaças da Europa, três Campeonatos do Mundo de clubes, dez La Ligas, sete Taças de Espanha e outras tantas Supertaças de Espanha.
Desde 2023, o criativo natural de Rosario alinha ao serviço do Inter Miami, sendo que, até ao momento, já marcou 106 golos e deu outros 59 a marcar, em 122 encontros oficiais. Além disso, ergueu uma Major League Soccer (MLS), uma Leagues Cup e ainda uma Taça dos Campeões da CONCACAF.
“Tenho a certeza de que Mourinho tinha uma ideia muito clara”
Nesta entrevista, Miguel Ángel Portugal mostrou-se, ainda, satisfeito com aquilo que tem visto da parte do Real Madrid, desde o arranque da nova temporada desportiva de 2026/27: “Gostei do que fez Mourinho. Normalmente, um treinador, quando chega a uma equipa, dá-lhe hierarquia e está feito”.
“Ele foi experimentando, mas, se o rendimento não acompanha, a mensagem é clara, ‘Eu não os tiro, são vocês que os tiram’. É aquilo que, geralmente, nos cabe fazer, quando vamos para um sítio novo. E, pouco a pouco, há resposta, por isso, está tudo bem. Quem não? Tenho a certeza de que Mourinho tinha uma ideia muito clara”, refletiu.
“No entanto, ele foi testando os rendimentos, e com aquele plantel que tem… (…). Todos os jogadores do Real Madrid têm um cérebro. Se não tivessem genética do Real Madrid, não jogavam lá. Uns têm melhor pé, e outros pior. O pé de [Fede] Valverde não é o do Bernardo [Silva], mas é para isso que está lá o treinador, para saber que pé quer para aquilo que procura”, concluiu.