Michael Carrick não cede a pressões. Na conferência de imprensa, realizada ao início da tarde desta sexta-feira, e que serviu de antevisão ao encontro da Premier League diante do Fulham, o treinador inglês recusou a ideia de que tem o cargo em risco na equipa principal do Manchester United.
O arranque de temporada não tem corrido nada bem aos red devils, que na última época conseguiram fechar o regresso às provas europeias e à Liga dos Campeões. Em seis jogos disputados em todas as competições, o emblema sediado em Old Trafford soma apenas duas vitórias, incluindo duas derrotas consecutivas em casa frente ao Manchester City, para o campeonato inglês, e ao Brighton, esta última que resultou na eliminação da Taça da Liga inglesa.
Apesar de ocupar a 13.ª posição da Premier League e já a oito pontos da liderança, o técnico inglês mostrou confiança em dar a volta a este momento de forma mais negativo do Manchester United.
“É ridículo pensar dessa forma na posição em que estou. Isso nem sequer está no meu radar. São dois ou três jogos em que não tivemos certos resultados, e são dois ou três jogos a mais, porque odeio mesmo perder. Mas isso não significa que o mundo desabou”, atirou Michael Carrick, em conferência de imprensa de antevisão à visita que os red devils vão ter ao terreno do Fulham no domingo, a partir das 16h30 (horário de Portugal Continental), num jogo que é válido para a quinta jornada da Premier League.
“Preciso de mostrar mais emoção? De que forma? De que forma? Estou a perguntar, como? O que querem que eu mostre? Não gostamos de perder jogos de futebol, por isso não é que eu não sinta a emoção de perder, mas isso não afeta a forma como penso sobre o que precisamos de fazer a seguir”, prosseguiu o treinador inglês.
“É para isso isso que estou aqui. A responsabilidade é minha. Estou bem com isso. Não se trata de um jogo de culpas. Todos procuramos coisas para analisar, apontar e encontrar culpados. Culpem-me a mim, não há problema. Assumirei a responsabilidade. Não se trata de culpar pessoas, mas sim de encontrar soluções e sermos melhores enquanto um clube no seu todo: como um grupo de jogadores, como equipa técnica, como proprietários, como adeptos… É algo coletivo. Estou totalmente à vontade para assumir a responsabilidade, não tenho qualquer problema com isso, não me incomoda. Apenas sei onde queremos chegar e queremos chegar lá depressa”, vincou ainda.
Michael Carrick foi ainda confrontado com a polémica recente que envolve JJ Gabriel. A pérola do Manchester United pediu que a sua inscrição fosse cancelada com efeitos imediatos para se tornar num jogador livre, algo rejeitado pelos red devils, que estão a tentar impedir o jovem de rumar a outras paragens nas próximas semanas.
“Penso que repetiria o que disse no outro dia. Acho que ele é um rapaz novo, o JJ, e é importante que não divulguemos nada aqui. A exposição, o escrutínio e tudo o mais… temos de ter cuidado, ser sensatos e pensar nele acima de tudo. A situação resolver-se-á, seja de que forma for. Garantir que ele está bem é o mais importante”, finalizou Carrick.