De regresso ao segundo escalão da UEFA, o Benfica, que está a fazer um prometedor início de temporada com o técnico Marco Silva, parece ter argumentos para sonhar com um título europeu ou, pelo menos, para repetir 2012/13 e 2013/14, épocas em que, sob o comando de Jorge Jesus, chegou à final da Liga Europa, mas acabou derrotado.
Contudo, a tarefa promete não ser fácil para os ‘encarnados’, que foram finalistas na antiga Taça UEFA em 1982/83, tendo em conta que outras equipas com peso europeu também estão na corrida, como os dois históricos italianos e também antigos campeões europeus, como o AC Milan, que é ainda uma incógnita nos primeiros meses de Ruben Amorim como treinador, e a Juventus.
O Bayer Leverkusen, o Lyon, de Paulo Fonseca, e o Marselha são outros crónicos candidatos, enquanto o Bournemouth, a crescer nas últimas temporada em Inglaterra, e o Rennes, como um arranque da época muito bom em França, a poderem também entrar na luta.
O mesmo acontece com o Olympiacos, vencedor da Liga Conferência em 2023/24 e uma equipa sempre complicada nos jogos em Atenas, e com a Real Sociedad, embora os bascos estejam a viver uma fase irregular.
Enquanto o Benfica aparece em destaque na lista de candidatos a levantar o troféu em 26 de maio de 2027, no Waldstadion, em Frankfurt, na Alemanha, já o Torreense, o outro representante português, aparece com objetivos bem diferentes, já que está a viver a sua primeira aventura europeia nos seus 109 anos de história.
Por isso mesmo, o inesperado vencedor da Taça de Portugal da temporada passada, e atualmente a militar na II Liga, não tem a nada a perder, numa época em que vai tentar ao máximo deixar a sua marca na prova, mas também ter ganhos financeiros que possam ajudar o clube a regressar ao principal escalão luso o mais breve possível.
Ficar entre o grupo de 24 primeiros classificados e, pelo menos, ter acesso ao ‘play-off’, já seria um feito enorme da equipa liderada por Luís Tralhão.
A representação lusa em termos de clubes fica por aqui, mas há mais treinadores portugueses na Liga Europa 2026/27, como Vitor Bruno, no Anderlecht, Manuel Tulipa, no Ararat, e Vitor Campelos, no Celje.
Tulipa vai mesmo liderar os campeões arménios, clube que nasceu apenas 2017, na sua primeira participação de uma prova europeia, enquanto Campelos será responsável pela estreia absoluta na Liga Europa, depois dos eslovenos já terem ganho alguma experiência na Liga Conferência.
Os primeiros oito classificados têm acesso direto aos oitavos de final, enquanto as equipas posicionadas entre o nono e 24.º lugar terão de disputar um ‘play-off’. As restantes ficam eliminadas.