A temporada passada foi muito complicada para Antony no Real Betis, e o jogador brasileiro abriu o livro numa extensa entrevista concedida ao Sofascore esta quinta-feira.
“Em dezembro, comecei a sentir dores no adutor e terminei a época a tomar comprimidos para poder jogar, porque me incomodava muito. Havia jogos em que, no dia seguinte, nem conseguia andar”, começou por revelar o avançado do clube de Sevilha num podcast.
No entanto, o camisola sete dos verdiblancos assumiu que a preparação desta época foi muito mais pacífica e que já não precisa de comprimidos para jogar.
“Agora já consegui fazer uma pré-temporada normal. Hoje já consigo jogar sem comprimidos. Ainda me incomoda um pouco, mas não como antes, e sinto-me muito bem para dar o meu melhor”, confessou.
Sobre a participação do Real Betis 20 anos depois da última vez, Antony revela que está “muito feliz” por estar nesta etapa da história do emblema da La Liga.
“Sinto-me muito feliz por fazer parte da história do clube. Disputar a Liga dos Campeões após vinte anos é muito importante e todos assumimos essa responsabilidade com muita vontade de lutar”, apontou o internacional pela seleção do Brasil.
A época começou de uma forma muito positiva, já que uma vitória frente ao Real Madrid, de José Mourinho, foi uma alavanca para que o conjunto liderado por Manuel Pellegrini consiga estar, após sete jornadas, na terceira posição do campeonato, com os mesmos 16 pontos que o Atlético de Madrid e mais um que o Real Madrid, estando a cinco pontos do líder isolado Barcelona.
“Começámos muito bem. Vencer o Real Madrid perante a nossa claque foi um jogo fantástico, e começar a Liga dos Campeões somando os primeiros três pontos é muito importante. Os adversários estão a ter mais respeito por nós. Sabem que, se baixarem um pouco a guarda contra nós, podem perder. Esta época promete muito e vamos estar a 100% em todas as competições”, adiantou.
“Para mim, o mais importante é encontrar-me a mim próprio e estar feliz. Desde que me encontrei, as coisas têm corrido muito bem. Quando estou feliz, consigo desfrutar mais do que estou a fazer. O meu coração queria voltar ao Betis. A primeira opção era o Betis, para me encontrar a mim próprio e para ser feliz. A referência a Antonio de Triana é uma forma de demonstrar carinho e respeito. Hoje, as pessoas colocam-na nas costas da camisola”, completou.
De recordar que o FC Porto irá defrontar o Real Betis na Liga dos Campeões já neste próximo mês de outubro, em Sevilha, com Antony a estar de mira apontada à baliza dos dragões.
Nesta temporada, o camisola sete dos verdiblancos ainda não fez qualquer golo ou assistência nos oito jogos em que participou, depois de ter contribuído com 14 golos marcados e 10 assistências em 46 partidas na época passada.